Assassinato no Expresso do Oriente

29/11/2017


Resenha por Natália Chimenez

Título: Assassinato no expresso do Oriente

Autora: Agatha Christie

Editora: Nova Fronteira

Gênero: Romance Policial

Número de páginas: 200
Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano. O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

Resenha

Como diria um velho sábio: "Um clássico nunca morre!"

E como amante de romances policiais, tenho a honra e orgulho de lhes trazer, a resenha de Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie.

O título lhe parece familiar? Pois é, amanhã estreia nos cinemas o longa com o mesmo nome, e com um elenco de tirar o folego!

Com ninguém mais, ninguém menos que, Kenneth Branagh como Poirot, Johnny Depp como Ratchett, Michelle Pfeiffer como Mrs. Hubbard, Daisy Ridley como Mary Debenham, Judi Dench como Princesa Dragomiroff, Lucy Boynton como Condessa Andrenyi, Tom Bateman como Bouc, Derek Jacobi como Masterman, Michael Peña como Marquez, e Leslie Odom Jr. como Doutor Arbuthnot.

E vamos para a resenha!

Hercule Poirot (um dos personagens mais importantes de Agatha, presente em nada mais nada menos que 40 livros da autora!), é um ex-policial belga, e um detetive excêntrico e peculiar. Após terminar um caso na Síria, resolve parar em Istambul antes de ir à Londres. Porém, ao chegar no hotel, um telegrama o aguarda, e precisa voltar de imediato à Inglaterra.

Assim, consegue com Bouc (seu amigo), e diretor da companhia de trem, uma acomodação para si, pois de forma estranha para a época do ano, o trem estava lotado, então ele tem de viajar na 2ª classe e não na 1ª como de costume.

No trem, ele conhece os outros passageiros, que são de diferentes nacionalidades, alguns com títulos importantes e outros como governantas e valetes. Um dos passageiros e para coincidência, o único que não dera uma boa impressão ao nosso detetive, o Sr. Ratchett, que procura Poirot, dizendo-lhe que há alguém querendo mata-lo. Nosso detetive, se nega, pois não estava interessado em ajudar o tal sujeito.

A viagem continua e muita neve cai. Dentro dos vagões, um pouco mais da meia noite, há muita movimentação, portas se abrem e fecham, vozes e ruídos, Poirot ouve tudo e com sede, levanta para pedir água ao chefe de pessoal, descobrindo assim, que o trem estava parado devido uma forte nevasca.

Ao despertar no dia seguinte, descobre que houve um assassinato no trem, e a vítima era o homem que pedira ajuda a ele. Preso no meio do nada, ele se voluntaria para resolver esse caso. Para o detetive, todos os doze passageiros são os suspeitos. Assim, começa a investigação, observando o local do crime, encontrando provas e interrogando um a um os suspeitos.

Com maestria, Agatha Christie nos apresenta cada suspeito e assim, nos envolve no enredo, tornando-nos o próprio Poirot, e com ele criamos teorias, suspeitamos de um e de outro, e como o próprio Bouc, suspeitamos mais de um do que de outros, vamos nos surpreendendo e envolvendo na trama. E a medida que a investigação avança perguntas vão surgindo a todo momento, respostas e reviravoltas surpreendentes vão nos proporcionando uma leitura muito agradável e prazerosa.

São 200 páginas, distribuídas em capítulos bem explicativos e divididas em três partes: Os fatos, Os testemunhos e Hercule Poirot para e pensa.

Engana-se ao pensar que por ter sido escrito a quase cem anos, a escrita seria difícil e cansativa, a leitura é prazerosa e muito envolvente, era de se esperar, afinal falamos da Dama do Crime. Outro ponto muito bem trabalhado por Agatha; é toda a teia de relacionamento que foi criada entre os suspeitos do crime e um final que foge completamente a tudo aquilo que vamos pensando no decorrer do livro. Se você é um daqueles que não tem o hábito de ler romances policiais, tenho certeza que o livro "O Assassinato no Expresso Oriente" é uma boa opção!

Por ora, é só! E não esqueçam de ler o livro e dar uma conferida no cinema! ;)