The Kiss Of Deception 

12/12/2016

Por Emilly Cristina


O que aconteceu foi amor à primeira vista por esta capa, e um pressentimento bem de leve me atraindo para esse livro. Finalmente, aproveitando uma promoção bem vinda, comprei um pacotão que fiquei ninando por uma hora no sofá.

Fiquei até desanimada, como se toda a minha expectativa fosse por água abaixo. Isso já aconteceu com vocês? Querer muito uma coisa e depois achar que, na verdade, não é tão bom querer aquilo? Tá, estou variando e falando além dos livros, mas é por aí. 

Não me sinto eloquente o suficiente para alcançar todas as sensações desta leitura. Mas decidi arriscar mesmo assim.

O livro é narrado em primeira pessoa, um ritmo impecável que embalou uma página atrás da outra sem que eu percebesse direito, o que é estranho considerando que o deixei de lado por vários dias. Sim, sempre acho complicado começar um livro novo, os primeiros passos num ambiente desconhecido são desconfortáveis porque você não conhece personagens, contexto e ambientação.

Ela é a Princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, Primeira Filha do Reino de Morrighan, mas prefere ser chamada simplesmente de Lia. Com seus 17 anos (estou pensando em fazer uma lista de todas as protagonistas que se encaixam nessa faixa etária tão específica hihi) e, sufocada pela tradição e exigências do reino, resolve fugir de um casamento arranjado. Que conste nos autos que o dito noivo, cujo nome não sabemos, não compareceu à inspeção exigida por ela. Vê-se que Lia destrava a língua com facilidade, e achei hilário.

O príncipe abandonado segue seu rastro, bem como um assassino contratado por um reino distante. Eles se apresentam como Rafe e Kaden, mas nada além disto. As informações sobre suas identidades são muito sutis, construindo um mistério e uma expectativa enorme que me dava vontade de pular as páginas para descobrir logo quem era quem e acabar com a agonia. Qual deles é o príncipe? Qual é o assassino?! De qual será que Lia está perigosamente de aproximando? É como pisar em um lago superficialmente congelado - não que eu já tenha feito isso, mas o ruído do trincado se espalhando pelo gelo vem na minha cabeça quando eu penso nessa agonia.

Ainda bem que Lia passa alheia a esta espionagem, ou daria um sedeco de nervos. Ou então uns murros nos respectivos narizes, já resolvia. Bem, e eu tive uma teoria sobre os dois e estava certa! Nem sei o quanto ficaria chateada se fosse o contrário hihihi e mesmo depois que as coisas se esclareceram, eu ainda estava sentindo um baque sobre isso. E também já estava para comer as beiradas do livro nas últimas páginas, porque foi a vez da descoberta da Lia e tudo que isto implicava.

Os reinos do mundo de Lia são nomeados com base nas mulheres influentes em seu meio, como Morrighan e Venda. Temos alguns traços de suas histórias e a influência que cada uma deixou. A cultura e densidade deste mundo também possuem uma beleza à parte, e ficam evidente a cada poema que aparece intercalando os capítulos:


"Sua mordida será cruel, mas sua língua é afiada

Seu hálito, sedutor, mas mortal é sua pegada

O Dragão conhece apenas a fome, nunca saciada

Apenas a sede, nunca aliviada"

- Canção de Venda -

Um ponto sobre a capa: linda, só que não encontrei sentido em relação às descrições dos personagens. Hum... pensando nisso agora tem muito a ver com a configuração embaçada da identidade de alguns deles no início do livro. Mas/porém/entretanto, essa cor nublada do céu carrega o tom da narrativa densa e misteriosa com que eu imaginava tudo isso.

Para finalizar, deixo o alívio de encontrar um livro que é tão bom quando é lindo. Alguns livros sim são escolhidos para capa, mas nem todos compensam tanto <3

Quem se interessou pelo livro, basta apenas clicar na imagem a seguir e comprar seu exemplar.